quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Previna o bullying nas empresas

Identifique e evite a violência psicológica no trabalho



Em tempos de "bullying", o profissional da atualidade está tendo que aprender não só o que significa esse termo, como também aplicar a ética que começa a surgir a partir das interpretações dele. Hoje em dia existe um padrão de conduta cobrado juridicamente às empresas, que impede qualquer tipo de provocação preconceituosa quanto a deficiências, traços pessoais, inabilidades ou erros de seus funcionários.

Segundo a enciclopédia livre Wikipedia, "bullying é um termo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (do inglês bully, tiranete ou valentão) ou grupo de indivíduos, causando dor e angústia, sendo executadas dentro de uma relação desigual de poder". É, portanto, um dos aspectos das relações de poder nas empresas, sendo frequentemente aceito ou mesmo encorajado como parte da cultura de algumas organizações.

Lidar com o poder é um dos grandes temas da sociedade e não domina apenas as relações de trabalho. Quem tem o poder quer mantê-lo a todo custo, e quem não tem terá que se posicionar contra ou a favor dos poderosos. É cada vez mais raro e difícil para o funcionário conseguir manter uma postura de neutralidade nos ambientes corporativos, sem correr o risco de ser tachado de "em cima do muro".

Como identificar se você sofre bullying na empresa?

Não é qualquer divergência que caracteriza bullying. Uma brincadeira de mau gosto ocorrida uma única vez não pode ser chamada de assédio. Bullying pressupõe: repetição sistemática, intencionalidade (forçar o outro a sair do emprego), direcionalidade (uma pessoa do grupo é escolhida como bode expiatório), temporalidade (durante o expediente e por dias ou meses) e degradação deliberada das condições de trabalho.

Alguns sinais de que o profissional está sendo assediado são:

  • Ter injustamente avaliações frequentes abaixo da média
  • Sofrer críticas excessivas por chefes incompetentes ou não-atuantes
  • Ser perseguido ou excluído da comunicação interna
  • Pedir e não obter retorno sobre as tarefas entregues
  • Ser transferido para salas isoladas da equipe ("ser colocado na geladeira")
  • Ser humilhado com apelidos preconceituosos e outros sinais repetidos de agressão verbal

Nesses casos, o que fazer? Denunciar ao RH? Enfrentar a pessoa (ou o grupo) abertamente? Solicitar transferência do local ou mudança de área na empresa? As autoridades recomendam que o assédio moral seja denunciado à Delegacia Regional do Trabalho ou ao Ministério Público do Trabalho, pois todo ato ilícito que cause dano a outras pessoas gera o dever de indenizá-las.

No Rio de Janeiro, por exemplo, uma lei estadual de 2010 institui a obrigatoriedade de escolas públicas e particulares de notificarem casos de bullying à polícia. Só o Tribunal Superior do Trabalho (TST) julgou 656 processos de assédio moral em 2010, 44% a mais do que no ano anterior.

Como prevenir?

Muitos profissionais acreditam que as vítimas do bullying são escolhidas como consequência de sua baixa autoconfiança. Mas é justamente sofrer o ato repetidamente que afeta seriamente a autoestima, podendo levar à depressão e até ao suicídio.

Algumas medidas preventivas podem ser adotadas para evitar que haja assédio moral no trabalho:

  • Busque informações sobre a empresa e a área onde está ingressando - se já houve casos de assédio, descubra como a empresa tratou o ocorrido
  • Trate todos com respeito e educação, procurando ouvir as versões dos envolvidos antes de tomar partido em divergências ou acusações
  • Seja polido ao comunicar seus limites pessoais ao chefe, para impedir que abusos ocorram e se estendam
  • Evite ter visões preconceituosas e ressentidas que possam ser retaliadas por colegas ou chefes
  • Mantenha críticas na devida proporção e as encare pelo lado profissional, a salvo quando são desrespeitosas ou preconceituosas
  • Não apóie atos de assédio moral na empresa para não caracterizar coautoria
  • Se você é chefe, promova programas de cooperação, palestras de conscientização e treinamentos de competências interpessoais para evitar o clima nocivo no ambiente organizacional
  • Eleja moderadores ou facilitadores para resolver disputas ou divergências internas
  • Saiba que a competitividade exacerbada e agressiva pode acabar estimulando bullying e acarretando doenças psicossomáticas ou demissões desnecessárias, onerando a empresa
  • Encoraje a comunicação de alto nível, inclusive por email, e o suporte mútuo dentro das equipes.
Fonte: http://www.personare.com.br/revista/carreira-e-financas/materia/1891/previna-o-bullying-nas-empresas

Milho: Garantia do preço mínimo não é cumprida no Brasil, alerta Abramilho

O preço mínimo estabelecido para o milho não é cumprido no Brasil há 20 anos, alertou, nesta terça-feira, o presidente-executivo da Abramilho (Associação Brasileira dos Produtores de Milho) e ex-Ministro da Agricultura Alysson Paolinelli.

"O Brasil tem capacidade para dobrar ou mesmo triplicar a produção de milho, mas, infelizmente, ainda existem alguns entraves que prejudicam o setor", diz Paolinelli sobre o crescimento da cultura no país em relação ao seu real potencial de crescimento caso fossem cumpridas as políticas agrícolas.

Para o presidente da instituição, o Brasil é a única nação capaz de manter uma produção de qualidade satisfatória durante todo o ano.

No entanto, Paolinelli diz que é preciso que se atente também a gargalos como os financiamentos, crédito rural, condições de escoamento das safras, logística e, principalmente, seguro para os produtores do grão.

"Todos os países do mundo garantem seguro rural para seus grandes produtores. Apenas no Brasil isso não acontece".

O ex-ministro disse ainda que o momento é bastante positivo para a produção brasileira, com preços e clima favoráveis além de uma tecnologia excelente à disposição dos produtores. Além disso, ainda lembrou da importância da integração da cadeia produtiva do milho com suinocultores e avicultores.

"Todos os países do mundo garantem seguro rural para seus grandes produtores. Apenas no Brasil isso não acontece. "Todos os países do mundo garantem seguro rural para seus grandes produtores. Apenas no Brasil isso não acontece".

Fonte: http://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/milho/98238-milho-garantia-do-preco-minimo-nao-e-cumprida-no-brasil--alerta-abramilho.html

ARROZ/CEPEA: Preço sobe pela 5ª semana consecutiva

Os preços do arroz em casca seguiram em alta nos últimos dias no mercado gaúcho, conforme levantamentos do Cepea. Entre 17 e 24 de outubro, o Indicador do Arroz Esalq/Bolsa Brasileira de Mercadorias-BM&FBovespa (Rio Grande do Sul, 58 grãos inteiros) teve elevação de 1,4%, fechando a R$ 24,62/sc na segunda-feira, 24. Esta foi a quinta semana consecutiva de alta. No mês, o aumento é de 3,53%. A sustentação continua vindo da retração de orizicultores. Segundo pesquisadores do Cepea, esse comportamento por parte dos vendedores, por sua vez, apesar de ocorrer em praticamente em todo o estado gaúcho, está fundamentado em diversos fatores, de acordo com a região. De maneira geral, a venda de produtores ocorre apenas quando há necessidade de “fazer caixa” neste período de plantio. Nos últimos dias, grande parte dos produtores iniciou o plantio da próxima safra. (Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br )

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Emater/RS obtém acreditação do Inmetro como Certificadora de Unidades Armazenadoras

Crédito: Divulgação Emater/RS-Ascar

A Emater/RS é a mais nova Certificadora de Unidades Armazenadoras em Ambiente Natural do RS. A acreditação do Inmetro para operar como certificadora foi comunicada na última terça-feira (18) ao gerente de Classificação e Certificação da Emater/RS-Ascar, Carlos Weydmann, e à diretoria da Instituição. A certificação de Unidades Armazenadoras é obrigatória às unidades que prestam serviços de armazenagem de produtos agrícolas a terceiros e para acessar políticas públicas de comercialização, bem como dos estoques públicos. Com a acreditação a Emater/RS-Ascar, poderá executar esse serviço em todo o RS e no país.

“Com essa conquista e pela crescente demanda na conservação de grãos produzidos que envolvem o agronegócio e a produção da agricultura familiar no Estado, a Emater/RS-Ascar está preparada com sua equipe de auditores para atuarem na certificação de armazéns,” destaca o presidente Lino De David.

De acordo com dados da Conab (25 de julho de 2011), sobre a capacidade estática de armazenagem, o RS possui 4.504 armazéns, com capacidade para quase 26 milhões de toneladas de grãos. Destes, 3.247 são armazéns a granel, com capacidade de 2 milhões e 329 mil toneladas. O site do Inmetro informa que, no RS, há 92 empresas certificadas, “o que dá a dimensão do trabalho que a Emater tem para credenciar”, anuncia De David.

VANTAGENS E PRAZOS DA CERTIFICAÇÃO

Entre as vantagens que a certificação traz para o sistema de armazenamento, destaca-se a modernização técnica e operacional dos armazéns, a qualificação na prestação dos serviços, a melhoria na imagem nas relações comerciais e na avaliação dos procedimentos pelos usuários, a viabilização de novos mercados, a sustentabilidade do negócio e o crescimento do sistema de armazenamento. “A principal vantagem é manter a qualidade física e nutricional dos grãos”, defende o presidente da Emater/RS.

Todo o processo de certificação, desde a solicitação do interessado, passando pelas análises de documentação e auditorias, até a emissão e entrega do certificado, dependerá da conformidade no atendimento aos requisitos técnicos e obrigatórios no momento da auditoria. A validade do certificado é de cinco anos, mas ao final do terceiro ano é verificado o cumprimento dos requisitos.

Em 15 de dezembro de 2010, o Mapa publicou a Instrução Normativa nº 41, que estipula os prazos para a implantação do Sistema Nacional de Certificação de Unidades Armazenadoras, a ser cumprida pelas Unidades Armazenadoras para obtenção da certificação, que vão de 31/12/2012 a 31/12/2017. “Embora com esse prazo dado é importante que as empresas iniciem o processo da certificação não deixando para a última hora”, salienta Weydmann.

A Emater/RS–Ascar coloca-se à disposição para orientações e as informações necessárias, através da Gerência de Classificação e Certificação pelo e-mail gcc@emater.tche.br ou ainda pelo fone 51-2125-4285.

Mais informações pelo
http://www.emater.tche.br/site/servicos/certificacao_compulsoria.php


Informações
Assessoria de Comunicação da Presidência da Emater/RS
Jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues
51-2125-3028
51-9994-5020

Fonte: http://www.emater.tche.br/site/noticias/noticia.php?id=13448

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Mau comportamento profissional é o grande erro que detona carreira

Trabalhar requer bem mais do que habilidade naquilo que você sabe fazer, é preciso ter controle de algumas atitudes pessoais e saber administrar as amizades dentro da empresa.

Sabendo da importância de algumas ações que separamos algumas dicas para evitar a sua própria sabotagem dentro de uma empresa. As orientações exclusivas foram separadas pela diretora-executiva da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Izabel de Almeida, e a headhunter da De Bernt Entschev, Lívia Falland.

A primeira indicação é sobre o pensamento individualista. É preciso trabalhar em grupo, principalmente se o desenvolvimento do trabalho depende da colaboração de outros. Além do mais, é preciso ter disciplina, como evitar chegar atrasado, não entregar o que foi pedido e não ter comprometimento e foco com o trabalho.

Cuidado com a competitividade excessiva é requisito importante, isso porque a competição é importante, entretanto é fundamental que haja um equilíbrio e dosagem. A falta de ética também pode detonar sua carreira, não saber guardar segredos da empresa e dos colegas e causar intrigas é algumas das atitudes consideradas antiéticas.

Não investir na carreira profissional deve ser considerado um item fundamental para aqueles que não sonham em se destacar profissionalmente. Cursos de reciclagem, pós-graduação, conhecimentos em outras línguas, são fundamentais para manter o profissional atraente.

Nos itens ainda estão não cultivar a rede de relacionamentos, não estar alinhado com a missão, visão e os valores da empresa, sempre ser insubordinado, ou seja, ir contra todas as iniciativas e ideias da empresa e alimentar uma fofoca.

Evitando todos esses caminhos dá para seguir uma carreira sólida dentro da organização. “Você consegue identificar o que lhe atrapalha no seu crescimento profissional? Existe alguma atitude que está te atrapalhando? Veja o que pode sabotar a sua carreia e reflita... Ainda há esperança para uma virada no seu crescimento profissional”, destaca o administrador, tutor do Portal Educação, Nivaldo dos Santos Pereira Júnior.

Fonte: http://www.portaleducacao.com.br/gestao-e-lideranca/noticias/43679/mau-comportamento-profissional-e-o-grande-erro-que-detona-carreira

Mundo recorre à soja brasileira

Quebra de safra e atrasos nas vendas externas norte-americanas abrem espaço para o Brasil ampliar em 6,5 milhões de toneladas sua participação no comércio exterior e seguir rumo à liderança mundial
Daniel Castellano/Gazeta do Povo / Com expectativa de mais uma colheita recorde, Brasil segue rumo ao topo das exportações mundiais na safra 2011/12
Com expectativa de mais uma colheita recorde, Brasil segue rumo ao topo das exportações mundiais na safra 2011/12



A quebra da safra norte-americana de grãos está dando ao Brasil oportunidade única de ampliar seu espaço no mercado internacional de soja nesta temporada. Com um salto em exportações projetado em 6,5 milhões de toneladas sobre o ano passado, o país segue rumo à liderança no fornecimento mundial do grão.

Em seu último relatório de oferta e demanda, divulgado semana passada, o Departa­­mento de Agricultura norte-americano reconheceu que vai deixar de embarcar pelo menos 3,4 milhões de toneladas até o fim do ano comercial, previsto para agosto de 2012. Com isso, as vendas externas do país caem para 37,4 milhões de toneladas, número muito próximo ao projetado para o Brasil, que ficará responsável por enviar 36,5 milhões de toneladas de soja para o mundo. “Nossas exportações [de soja] não andam bem. São as menores desde a safra 2002/03”, resume Don Roose, analista de mercado da consultoria Commodities, de Des Moines (Iowa). Ele lembra que o consumo interno norte-americano, por outro lado, vai muito bem, e que recompor os estoques do país não vai ser uma tarefa fácil. “A pecuária, que é o setor que mais consome milho nos Estados Unidos, está em boa forma, o de suínos tem a rentabilidade mais alta desde 2006, a indústria de etanol está lucrando US$ 0,25 por galão e a de biodiesel US$ 1/galão. Se não conseguimos frear a demanda quando as cotações estavam elevadas, até o mês passado, não vai nesses níveis atuais de preço que vamos conseguir.”

Embora evolua a passos largos com o plantio da safra de verão, o Brasil tende a colher mais uma safra recorde neste ano. Em 2010, mais de 75 milhões de toneladas de soja saíram dos campos e, para este ano, a primeira estimativa da Com­panhia Nacional de Abas­tecimento (Conab), já aponta que o país tem potencial para produzir pelo menos 73 milhões de toneladas. Para o analista de mercado da Cerealpar, Steve Cachia, essa expectativa de aumento da produção nacional é que garante aos países consumidores o abastecimento do grão. Ele explica que o grande salto deste ano é atribuído principalmente à redução da safra dos Estados Unidos, mas que o ganho de mercado por parte do Brasil é certo nos próximos anos. “A tendência é que o Brasil aumente seu market share ao longo dos anos, por força da demanda internacional”, ressalta.

Mesmo com uma desaceleração observada nas compras da China, maior consumidora de soja do mundo, o analista espera que o cenário é positivo. “A redução das importações chinesas é um fato pontual, não uma tendência. Sobre o impacto do esfriamento das vendas externas norte-americanos nos preços futuros dos grãos, Cachia acredita ainda que o mercado continuará sendo balizado pela situação da economia mundial. O analista norte-americano Jack Scoville, da Price Futures Group, de Chicago, enxerga um cenário de maiores oscilações nas cotações. “Como a safra começou atrasada para nós (norte-americanos), vamos ter que disputar mercado com vocês [Brasil] no final deste ano e início do próximo. Meu conselho para o produtor, então, é: se a soja se aproximar de US$ 13 por bushel, trave, porque estará vendendo no pico”, recomenda Jack Scoville, analista do Price Fu­­­tures Group, de Chicago, Il­­­linois.

Ao contrário do que se prevê para este ano, os Estados Unidos embarcaram, em 2010/11, 40,8 milhões de toneladas. O Brasil, por sua vez, enviou cerca de 30 milhões de toneladas ao cenário no mesmo ano. Pelo menos metade de todo esse volume exportado teve a China como destino.


Hugo Harada/Gazeta do Povo / Robson Paloschi e Antonio Rizzardi, de Cruz Alta (RS) já  venderam 40% da lavoura de soja, que ainda nem foi plantada

Robson Paloschi e Antonio Rizzardi, de Cruz Alta (RS) já venderam 40% da lavoura de soja, que ainda nem foi plantada

Venda antecipada chega a 30% no país

A alta no preço internacional da soja, principalmente em função da redução da safra norte-americana e do aumento da demanda mundial, levou os produtores brasileiros a fechar parcela significativa da produção antes mesmo do plantio da safra de verão 2011/12. Especialistas ouvidos pela reportagem calcularam que pelo menos 30% da produção nacional estão com destino certo, o equivalente a 22 milhões de toneladas de um total de 73 milhões de toneladas previstos para este ano. O índice atual ultrapassa até mesmo o da safra 2007/08, quando a oleaginosa atingiu o maior valor da história da Bolsa de Chicago, mais de US$ 16 por bushel (27,2 quilos). “Neste ano, o preço motivou os produtores a fechar mais contratos antecipados do que em 2010, quando a soja também exibia preços convidativos”, afirma o técnico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e professor da UFPR, Eugênio Ste­­­fanelo.

No Mato Grosso, estado com tradição nesta forma de negócio, 48% da safra de soja já estão comercializados, 12% maior que o índice do ano passado (36%), aponta levantamento do Ins­­­tituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A consultoria Safras e Mercado, de Porto Alegre (RS) confirma que um terço da produção nacional foram vendidos até o momento. Para o Mato Grosso, a consultoria projeta comercialização de 42%, mesmo número do ano passado. “Além do preço alto, o dólar no Brasil deu suporte para as cotações internas e também contribuiu com essa antecipação das vendas”, explica o analista do mercado de soja, Adriano Machado.

Sul

Nos estados da região Sul, onde a venda antecipada não é tão forte como no Centro-Oeste, os índices também apresentam crescimento. No Rio Grande do Sul, onde ao menos 20% da soja já foram vendidos, o que atraiu os produtores foram cotações de R$ 48 por saca. Os produtores Robson Paloschi e Antônio José Rizzardi, que plantam 1.210 hectares da oleaginosa no município gaúcho de Cruz Alta, conseguiram aproveitar o momento em que a cotação estava a R$ 50,20 para vender 40% da produção. Nesta mesma época do ano passado, haviam comercializado apenas 20% e, no final das contas, fizeram média de R$ 44,20 por saca. Conhecidos por vender a produção somente após a colheita, os produtores paranaenses também entraram na onda da venda antecipada nesta safra. A estimativa do mercado é que pelo menos 25% do volume a ser colhido pelo estado já foram comprometidos até agora. A Secretária de Estado da Agricultura e do Abastecimento revela porcentual mais conservador: 18%.

Carlos Guimarães Filho e José Rocher


Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/caminhosdocampo/conteudo.phtml?tl=1&id=1181626&tit=Mundo-recorre-a-soja-brasileira

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Para associação, mudança no sistema de classificação do trigo trará vantagens ao país

A mudança no sistema de classificação do trigo para efeito de remuneração do produtor, prevista para ser implantada pelo governo federal em 2012, vai trazer vantagens ao país, ao produtor, ao moinho e ao consumidor brasileiro, disse à Agência Brasil o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), embaixador Sergio Amaral.

“É uma mudança em que todos ganham”, destacou Amaral. “Nós estamos vivendo um momento em que o consumidor brasileiro tem maior poder aquisitivo e está buscando alimentos mais saudáveis e diversificados. E tem recursos para pagar por isso”.

O assunto será abordado no 18º Congresso Internacional do Trigo, que a Abitrigo realiza a partir de hoje (17) no Rio, com o tema Saudabilidade. Segundo o embaixador, todos vão ganhar com a mudança no sistema de classificação do trigo, “se a cadeia produtiva caminhar na direção de maior integração, maior qualidade e diversificação, no caminho de agregação de valor”.

Por isso, ele destacou a importância de que esse processo seja iniciado pelo produtor. Parte da safra de trigo nacional não encontra escoamento no mercado interno. “É quase 1 milhão de toneladas. Então, é importante que haja um esforço comum de atender à demanda do mercado brasileiro por maior qualidade e diversidade”. Amaral acredita que essa evolução dará ao produtor melhor remuneração.

Ele defendeu que as classificações sejam “um pouco mais exigentes”, buscando melhorar a qualidade do trigo, para evitar que o governo tenha que subsidiar o produto que não encontra mercado no país e vem sendo exportado. O presidente da Abitrigo acredita que ocorrerá uma nova etapa na produção brasileira a partir de 2012, que não visa apenas a aumentar a quantidade, mas a melhorar a qualidade.

“E todos ganham: o produtor, que vai ter maior remuneração; o moinho, que vai ter farinha de melhor qualidade; a indústria de derivados, que vai ter melhor produto; e o governo, que não vai precisar gastar o que gasta todo ano para fazer o escoamento da produção”. Em relação ao consumidor nacional, Amaral ressaltou que ele terá um produto final mais valorizado, um trigo melhor, que é destinado à panificação. “Que é o que ele quer”.

Durante o congresso, a Abitrigo firmará convênio com produtores do Uruguai, a exemplo do que foi feito com a Argentina, especificando os tipos de trigo que têm demanda no Brasil. O objetivo é criar uma harmonização entre a oferta e a demanda, disse o presidente da instituição.

O consultor institucional da Abitrigo, Reino Pécala Rae, lembrou que a meta é ter no país classes de trigo adequadas à demanda interna. A maior delas é por pão francês. A produção nacional de trigo para panificação, no entanto, é restrita ao norte e oeste do Paraná, a parte de São Paulo e à região do Cerrado, e não atende à demanda. Já o Rio Grande do Sul é capaz de suprir todo o mercado de trigo para a fabricação de biscoito, “e ainda sobra”.

O Brasil é um dos maiores importadores de trigo do mundo. O país importa metade da demanda, que alcança cerca de 10 milhões de toneladas por ano. “A gente batalha pela melhoria da qualidade, no sentido de que os trigos produzidos atendam às necessidades do consumidor final”, disse Rae.

Segundo o consultor da Abitrigo, o Brasil é o único país cujo governo continua pagando o trigo pela quantidade produzida e não pela qualidade. Paralelamente ao 18º Congresso Internacional do Trigo, será realizada a Feira de Negócios, com apresentação e oferta de novos produtos, equipamentos e tecnologias avançadas.


Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-10-17/para-associacao-mudanca-no-sistema-de-classificacao-do-trigo-trara-vantagens-ao-pais