terça-feira, 28 de junho de 2011

Milho já rende 40% mais que soja no RS

Para produtor que não plantava o cereal há oito anos, preços, clima, potencial de exportações e alta produtividade tornam milho a opção mais atrativa

Milho já rende 40% mais que soja no RS


A rentabilidade do milho já é 40% maior do que a da soja no Rio Grande do Sul, o que faz da cultura a mais atrativa na região, segundo Mauro Costa Beber. O produtor estava há oito safras sem plantar milho, mas apostou na maior lucratividade do cereal e comemora a recuperação do mercado. E, segundo a Abramilho, o estado já recuperou a área de milho que vinha perdendo espaço nos anos anteriores.

“Os preços estão muito atrativos, mesmo comparando com a soja, que é a cultura que compete com o milho no Rio Grande do Sul. O milho tem liquidez, pode ser exportado”, conta o produtor de Condor. Segundo ele, o milho está com um potencial produtivo muito alto, quase o dobro de dez anos atrás. “Na nossa região, nos últimos anos, a média de produtividade aumentou muito. Há propriedades em que mesmo lavouras de sequeiro, sem irrigação, estão produzindo mais de 150 sacas por hectare nos últimos anos”.

Ele lembra que o clima na região também tem se mostrado mais propício ao milho. “Aqui no norte do estado, as chuvas têm sido regulares na primavera e temos registrado muitos veranicos no final de fevereiro e em março, favorecendo o milho e prejudicando a soja”.

A possibilidade de fazer safrinha depois da colheita também motiva o plantio. Também a rotação de culturas permite uso de defensivos diferentes entre elas. “Estamos com problema de ervas daninhas resistentes aos herbicidas usados para a cultura da soja. Na milhocultura podemos usar herbicidas de princípio ativo diferente dos usados na soja, eliminando essas ervas daninhas invasoras”. Ele ainda destaca os avanços tecnológicos nas colheitadeiras e a prevalência do milho resistente a insetos.

No passado recente, milho era desestimulante

As oito safras sem plantar milho foram reflexos de preços baixos, custos elevados, poucos estímulos e dificuldade de escoamento. Mas, segundo Beber, esse cenário é passado. “Era difícil conseguir o seguro da lavoura, pois quem financiava com seguro pró-agro, como nós, tinha um limite por CPF a um valor anual. Este valor nós costumávamos usar na cultura de trigo, mas agora podemos financiar tanto o trigo quanto o milho com o pró-agro”, afirma o produtor. “A dificuldade de comercialização também era grande. O milho não tinha liquidez. Não tinha garantia de um preço remunerador. Não era exportado. Mas tudo isso é passado.”

Mas ainda há espaço para crescer mais

O entusiasmo com os resultados do milho também ajuda a pensar no futuro da cultura. O mais importante, para Beber, é ter a garantia de renda. “Para isso temos que estar organizados, com entidades que nos representem e defendam nossos interesses junto ao governo estadual, federal e até junto à OMC, pois também exportamos”.
“No Rio Grande do Sul há um grande potencial de irrigação de lavouras, esse é o desafio para crescer a área e a produtividade no estado. Temos água em abundância e perdemos muito com estiagens, mas isso pode ser mudado. Precisamos avançar”, diz Beber.

Em relação às exportações, o potencial produtivo gaúcho é ainda maior. “Temos que produzir mais, e então pensamos em exportar o excedente, em produzir etanol. O Rio Grande do Sul importa etanol de outros estados a custos altos, mas isso pode não ser necessário em alguns anos”.

As informações são da assessoria de imprensa da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho).

Fonte: http://www.agrolink.com.br/noticias/NoticiaDetalhe.aspx?codNoticia=132227

Trigo do Brasil vence qualidade argentina

Grão verde e amarelo ganha em teor de proteína, mas continua perdendo produção; Paraná tenta conter novo recuo de área plantada

No momento em que o Brasil discute a nova classificação do trigo, a Argentina registra perda de qualidade do produto. Le­­vantamento realizado pelo Instituto de Tecnologia Agro­pecuária do país vizinho (INTA) mostra retomada nos números de produção na safra 2010/11, mas perda em teor de proteína. O componente é essencial para a formação do glúten, que, por sua vez, tem a função de impedir que o pão ou bolo murchem após irem ao forno. O Brasil, por outro lado, vem ganhando em qualidade e perdendo produção. En­­quanto os índices de proteína do trigo argentino ficam entre 9% e 10%, os brasileiros se mantêm entre 12% e 14%, mostram estudos técnicos dos dois países.

Para André Cunha, gerente de negócios e Ph.D em genética da Biotrigo, do Rio Grande do Sul, os produtores argentinos deixaram de se preocupar com a qualidade do produto nos últimos anos para focar em rendimento. “A partir do ano 2000, eles passaram a importar uma variedade francesa chamada baguete, que hoje é a mais utilizada no país por ter alta produtividade, mas com menos proteína”, afirma. A troca de sementes elevou o rendimento médio da Argentina de 2,5 toneladas por hectare para 3,45 toneladas por hectare na última safra.

Daniel Castellano / Gazeta do Povo

Daniel Castellano / Gazeta do Povo / Meta dos produtores é ampliar a proporção da colheita destinada à produção de pães

Meta dos produtores é ampliar a proporção da colheita destinada à produção de pães

Argentina

Com produção três vezes maior que a brasileira, país vizinho assume vocação exportadora.

- Área plantada: 4,3 milhões de hectares.

- Produção: 15 milhões de toneladas. O volume é 90% acima do registrado ano passado, quando o país sofreu uma forte quebra.

- Consumo: 5 milhões de toneladas. Com metade da demanda interna do Brasil, os “hermanos” assumem a vocação de exportadores de trigo.

- Exportação: 9,5 milhões de toneladas ao ano.

- Principal cliente: Brasil

Brasil

Reclassificação desmotiva o cultivo do produto enquanto o consumo se mantém alto.

- Área plantada: 2 milhões de hectares.

- Produção: 5,4 milhões de toneladas.

- Consumo: 10,4 milhões de toneladas.

- Exportação: 2,3 milhões de toneladas.

- Importação: 5,9 milhões de toneladas ao ano.

- Principal fornecedor: Argentina, com mais da metade do volume importado pelo Brasil.

O assessor técnico da Asso­ciação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), Reino Pecola Rae, considera que esse ganho não compensou a perda de credibilidade do produto argentino. “O conceito deles no mercado mundial caiu assim como a cotação do trigo, que hoje vale menos do que o brasileiro”, observa. Rae acredita que o Brasil tem condições de ganhar parte do mercado da Argentina, mas para isso precisa priorizar a qualidade. “A classificação que está em vigor no país incentiva a produção do que não tem mercado. Precisamos atender me­­lhor as exigências do consumidor”, analisa.

As novas e mais rígidas regras para seleção do trigo entrarão em vigor em julho do ano que vem. A medida tem desmotivado os triticultores brasileiros. Na tentativa de conter maior redução de área, o Paraná discute nesta semana o futuro do trigo no estado em seminários promovidos pela Federação da Agricultura(Faep) e pela Organização das Coope­rativas (Ocepar). Os eventos ocorrem a partir de amanhã em quatro municípios: Ponta Grossa, Guarapuava, Pato Branco e São João.

Na última safra, os paranaenses reduziram em 10% o tamanho da área plantada com o cereal. Com isso, a produção do estado deve chegar a 2,8 milhões de toneladas, contra 3,3 milhões colhidos em 2010, conforme a Companhia Nacional de Abas­tecimento (Conab). Para o país, a estatal estima queda de 7% na produção em relação ao ano passado, ao projetar 5,4 milhões de toneladas.

Cooperativas do Paraná querem determinar zoneamento

A busca por variedades altamente produtivas mas de qualidade questionável tende a diminuir no Paraná. A avaliação é do assessor técnico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Robson Mafioletti, que nesta semana ministra palestra sobre tendências do mercado de trigo em seminários realizados em Ponta Grossa, Guarapuava, Pato Branco e São João. Uma das decisões já tomadas é que as cooperativas vão ditar o uso de variedades de trigo com base em discussões iniciadas no ano passado. O quadro deve ser definido nas próximas semanas.

De acordo com o especialista, nos últimos anos, os triticultores paranaenses apostaram em sementes que não corresponderam às expectativas do mercado, o que travou a comercialização do produto e desmotivou o plantio da safra atual. Diante de uma conjuntura ainda mais rígida para o controle de qualidade de trigo no Brasil, a Federação da Agricultura do Estado (Faep) e a Ocepar pretendem apontar alternativas de tecnologias que motivem os agricultores a investir na uniformização da produção. “A ideia é que as cooperativas forneçam variedades específicas a seus cooperados. Assim teremos produtos da mesma qualidade”, diz Mafioletti. Outra proposta das duas entidades é fomentar a segregação do trigo no Paraná.

Atualmente, o produtor de trigo do Paraná tem escolhido as variedades de acordo com a disponibilidade de preço e expectativa de produção. A indústria de sementes anunciou opções que podem atender aos novos padrões a serem adotados pelo governo, mas ainda não há segurança de que haverá volume suficiente para toda a lavoura. O Paraná é responsável por metade da produção nacional.

O diretor técnico da Sementes Mutuca em Arapoti, Ivo frare, diz que o aumento da dose de aplicação de nitrogênio na lavoura tem resultado em bons índices de produtividade e qualidade com sementes que vêm sendo utilizada nos últimos anos.


Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/caminhosdocampo/conteudo.phtml?tl=1&id=1141431&tit=Trigo-do-Brasil-vence-qualidade-argentina

Os leilões da semana são de milho, arroz, sacaria e frete de feijão

A Conab está promovendo nesta semana, até quinta-feira, leilões para a compra de 366 mil unidades de sacaria, contratação de frete para transporte de 9,5 mil toneladas de feijão, venda de 5,5 mil toneladas de milho e compra de 15 mil t de arroz beneficiado, com troca simultânea do produto in natura. Os editais já estão no site da Companhia.

Os leilões para compra de sacaria em polipropileno estão sendo feitos hoje (60 mil unidades) e quinta-feira (306 mil), para aquisição e entrega da mercadoria nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Já o leilão para contratação de frete de feijão se destina apenas a SC.

No caso da venda de milho (na quinta-feira), o produto é oriundo de Mato Grosso e os detalhes do leilão estão no Aviso 232. No mesmo dia será realizado leilão de compra e troca simultânea do produto em casca para o beneficiado, do Rio Grande do Sul. (Raimundo Estevam/Conab)


Fonte: http://www.conab.gov.br/imprensa-noticia.php?id=22858

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Publicada lei que autoriza governo brasileiro a doar estoques de alimentos a outros países

O Diário Oficial da União publica hoje (21) a lei que autoriza o governo a doar estoques públicos de alimentos aos países de língua portuguesa e outros 15 países, entre eles, a Bolívia e o Haiti.

Para a doação foram destinados 100 mil toneladas de milho, 500 mil toneladas de arroz, 100 mil toneladas de feijão, 10 mil toneladas de leite em pó e 1 tonelada de sementes de hortaliças.

Atendida a demanda desses países, o Ministério das Relações Exteriores poderá destinar os estoques remanescentes a outros países atingidos por “eventos naturais adversos ou em situação de insegurança alimentar aguda”.

Durante um ano, a União poderá doar os alimentos por meio do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA). O Ministério das Relações Exteriores, em parceria com o programa, definirá a quantidade de alimentos que será enviada a cada país, desde que não afete o abastecimento interno.


Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-06-21/publicada-lei-que-autoriza-governo-brasileiro-doar-estoques-de-alimentos-outros-paises

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Venda de soja em ritmo lento no RS

Se na produção de soja o Estado desempenhou protagonismo na safra 2010/11, o mesmo não se reflete na comercialização antecipada da oleaginosa. Conforme levantamento da AgRural, a falta de tradição do Rio Grande do Sul na modalidade fez com que, até agora, os sojicultores gaúchos vendessem 4% da safra 2011/2012, com ofertas de R$ 52,50 no Porto de Rio Grande, para entrega em abril e maio. O percentual é menor que os 5% registrados no mesmo período do ciclo anterior. Normalmente, os produtores gaúchos fazem aquisição de insumos com capital próprio e crédito oficial.

Segundo o consultor Fernando Muraro, da AgRural, o auge das vendas acontecerá em março de 2012, quando as operações deverão girar em torno de 20%.

Em nível nacional, 15% da produção da próxima temporada, que começa a ser plantada no final de setembro, já estão negociados. No ano passado, a comercialização da safra 2010/11, que já havia sido considerada acelerada, só chegou a esse patamar em agosto. As cotações estão cerca de 30% mais elevadas que as registradas um ano atrás. "Os bons preços da soja no mercado internacional tornam a relação de troca favorável", avalia Muraro. Mato Grosso lidera as vendas antecipadas, com 25% da safra futura já comprometida. Em seguida, vem Goiás (18%), Bahia (15%), Maranhão (10%) e Mato Grosso do Sul, com 8%.

Fonte: http://www.correiodopovo.com.br/Impresso/?Ano=116&Numero=263&Caderno=0&Noticia=307098

Região sul quer viabilizar indicação geográfica do “pêssego de Pelotas”

O pêssego de Pelotas, assim como os doces, são famosos em todo o Brasil. A tradição no cultivo do fruto e a qualidade diferenciada chamam a atenção de paladares de todo o país. Entretanto, hoje, faltam normas específicas ao uso do nome e não há nenhuma certificação de origem garantindo ao consumidor que o pêssego consumido realmente é da região de Pelotas. Para mudar a situação, um grupo de trabalho que está tratando da indicação geográfica do produto vai se reunir no dia 21, em Morro Redondo, para traçar os próximos passos do processo de obtenção da validação.

A indicação é uma proteção legal sobre a procedência de um produto. É o que permite, por exemplo, a certificação da origem e a criação de normas para a produção dos vinhos do “Vale dos Vinhedos” gaúcho.

A idéia é fazer algo parecido com o pêssego em Pelotas. A indicação geográfica criará uma espécie de identidade do produto e estabelecerá normas de qualidade para a produção. Apenas os frutos produzidos na região, e dentro das regras de cultivo, poderão ser chamados de “pêssegos de Pelotas”. Será criado um selo de qualidade para atestar a origem dos frutos.

O encontro do dia 21, aproveitando o período da Fenadoce, vai reunir produtores e industriais. O foco é a criação de uma associação formada pelos dois segmentos para conduzir o processo. A Embrapa Clima Temperado (Pelotas/RS) será uma das organizadoras da reunião.

A indicação geográfica precisa passar pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) para ser autorizada e a criação da associação é um dos requisitos do procedimento. Também são exigidos o padrão de fabricação do produto e a apresentação de estudos sobre, por exemplo, o histórico do cultivo e as características da produção na região

A indicação garantirá a excelência da produção e criará melhores condições tanto para os produtores rurais quanto para os industriais. Ao ter sua qualidade certificada, o pêssego pelotense poderá dominar nichos de mercado. A marca será valorizada e o nível do produto reconhecido. A idéia é garantir a viabilidade da cadeia produtiva local, a sustentabilidade do negócio e o desenvolvimento de mecanismos para aumentar a renda dos envolvidos.

A reunião da próxima quarta-feira vai desenhar o plano de criação da associação e traçará os próximos passos da estratégia do grupo. O encontro será realizado no centro de evento do Morro Redondo, a partir das 13h30.

O grupo de trabalho formado para conduzir o processo na região é formado, além da Embrapa, pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Emater/RS, AZONASUL, Associação Gaúcha dos Produtores de Pêssego, SINDOCOPEL, Banco do Brasil, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Pelotas e CAFSUL.


Bruno Zamora Teoro
Embrapa Clima Temperado


Fonte: http://www.grupocultivar.com.br/site/content/noticias/?q=20476#20476

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Existe uma geração atrás de você mordendo o seu calcanhar

A característica da turma mais jovem, os chamados geração Y, é a da pressa. Querem conquistar o mundo de hoje para amanhã

Por Eloi Zanetti*
Assisti a um filme onde um rapaz, de uns 22 anos, comenta com os amigos que ele havia ficado “por fora” a respeito de uma música que tocaram em uma festa. Ele havia se sentido velho e deslocado do lugar e do contexto. A turma mais jovem era mais informada sobre as novidades do que ele, apesar de se achar atualizado e inserido nos movimentos musicais. “Cara! Tocaram um estilo musical de que eu nunca tinha ouvido falar.” Exclamou o jovem, assombrado com a sua falta de informação.

geracoes-350Até há pouco tempo, principalmente no ambiente empresarial, as gerações se misturavam numa boa. Cinquentões se misturavam com os de quarenta e estes com os de 30 ou 20 e até com os office boys. Cada geração sabia o seu lugar e havia respeito entre elas. O ritmo dos dias era outro e dava para acompanhar as mudanças de cenário e circunstâncias. Experiências profissionais eram respeitadas e serviam de base para o aprendizado dos mais jovens. Uma geração passava conhecimento para a outra, como sempre foi.

Hoje o que vemos é uma quase separação entre gerações. Os de cinquenta e sessenta estão saindo naturalmente do mercado. Alguns, entre 40 e 45 anos, estão se afastando compulsoriamente porque não conseguiram acompanhar as novas tecnologias. É comum ver publicitários abandonarem a profissão para abrir pizzarias. Executivos entre 30 e 40 seguram-se nos seus cargos como podem porque atrás deles chega com apetite voraz a turma dos 28, mais bem preparada com seus cursos de mestrados e especializações. E essa turma dos 28, que acha que sabe tudo, já é ameaçada pela turminha dos 20, que acredita saber mais ainda. E muitos sabem mesmo.

A característica da turma mais jovem, os chamados geração Y, é a da pressa. Querem conquistar o mundo de hoje para amanhã. Já nasceram programados para a vida dupla do off e do on line e sabem vivê-las como uma coisa só, pois passam em média 11 horas na frente do computador, em ambiente de trabalho.

Ao nascerem inseridos na tecnologia, sabem dominá-la com maestria e assimilam as novas informações com incrível rapidez. Isso lhes dá um handicap considerável sobre os mais velhos. Atari para eles é peça de museu.


Ao ser obrigado a ser eficiente em qualquer parte, o jovem profissional levou o trabalho para fora da empresa e, lá na rua, ele "corre" mais que o sedentário profissional ainda acostumado à hierarquia, inclusive à geográfica, de sua posição.

A mobilização chegou rápida por meio de celulares, ipads e laptops; já não se trabalha mais nas salas dos escritórios. Fazemos reuniões virtuais, recolhemos informações e passamos ordens enquanto esperamos embarques, nos deslocamos em táxis ou almoçamos. Alguns continuam plugados durante as férias e a barraca da praia virou escritório remoto. A possibilidade do trabalho móvel fez com que as hierarquias tradicionais que se apoiavam no contato direto perdessem sentido para o jovem profissional. Fora do ambiente físico, sem as divisões das paredes, vidros, salas, andares e baias eles alçam vôos mais libertários.

Observo uma separação entre as gerações e, de cima para baixo, uma teme a outra. A ameaça profissional dos mais novos é visível. Por outro lado, o que falta em domínio de técnica aos mais velhos, sobra-lhes em vivência comercial, amadurecimento no trato entre as rLinkelações pessoais e a malícia que o mundo dos negócios exige.

O que o bom administrador tem a fazer é saber usar essas diferenças a favor de todos. Dos envolvidos e da empresa. Saber segurar a pressa dos mais jovens e a impaciência dos mais velhos. Dispor dos conhecimentos técnicos da moçada e aproveitar as experiências adquiridas pelos erros e acertos dos “idosos”. Nunca o mundo esteve tão interessante de ser observado.

*Consultor em marketing,
comunicação corporativa e vendas


quarta-feira, 15 de junho de 2011

Leilão de opção privada de arroz tem nova regra

Os ministros da Agricultura, Wagner Rossi; da Fazenda, Guido Mantega; e do Planejamento, Miriam Belchior, assinam a portaria que definiu os parâmetros para realização de leilões públicos por Contrato Privado de Opção de Venda (PROP). As operações serão realizadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), para até 500 mil toneladas de arroz em casca da safra 2010/2011, cultivados nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A medida foi publicada no Diário Oficial da União, nessa segunda-feira (13), por meio da Portaria Interministerial nº 283.

O coordenador-Geral de Cereais e Culturas Anuais do Ministério da Agricultura, Sílvio Farnese, explica que o objetivo desses leilões é ampliar o apoio à comercialização do arroz. “O governo concederá um bônus financeiro, por meio de leilão público a qualquer agente da iniciativa privada que tiver interesse em oferecer, também via leilão, contratos de opção de venda aos produtores rurais a um preço definido e com vencimento futuro”, diz. Segundo Farnese, serão destinados R$ 60 milhões para esse fim.

A portaria estabelece o exercício das opções privadas em 30 de novembro, com preço de garantia de R$ 29 por saca de 50 quilos. Os atuais preços de mercado no Rio Grande do Sul estão girando em torno de R$ 18,50 por saca de 50 quilos.

Apoio

No mês passado, o governo autorizou a realização de leilões de opção pública de arroz, também produzidos no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A medida prevê o apoio à comercialização de até 500 mil toneladas do grão por, pelo menos, o preço mínimo estipulado pelo governo, agregado aos custos de carregamento até a data do exercício. Para essas operações serão direcionados R$ 300 milhões.

Além disso, no início de fevereiro, o ministro Wagner Rossi, anunciou, no Rio Grande do Sul, a realização de leilões de 1,02 milhão de toneladas de arroz na modalidade PEP (Prêmio de Escoamento de Produto), e a aquisição direta (AGF) de 360 mil toneladas do grão.

Saiba mais

Contrato privado de opção de venda (opção privada) - O governo concede prêmio a empresas interessadas em lançar opções de venda, a preço pré-determinado, para produtores ou suas cooperativas.

Contrato de opção de venda (opções públicas) - O governo leiloa o direito de o produtor rural ou sua cooperativa vender o produto para estoques públicos a preço prefixado.

Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) - O governo concede um valor à agroindústria ou cooperativa que adquire o produto pelo preço mínimo diretamente do produtor rural e o transporta para região com necessidade de abastecimento.

Aquisição do Governo Federal (AGF) - Operação que consiste na compra direta do produto pelo governo. O produto deve estar incluído na Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM).

Preço Mínimo - É o valor fixado pelo governo federal para produtos agrícolas. A finalidade da política é garantir que o agricultor receba um preço mínimo para cobrir os custos da safra. Quando o preço de mercado está abaixo do mínimo, o governo realiza leilões, como os de Prêmio de Escoamento de Produto e Aquisição do Governo Federal para permitir que esses valores cheguem pelo menos, ao patamar estipulado na Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM). Atualmente, 34 produtos estão incluídos na política governamental, entre eles arroz, feijão, milho, trigo, algodão, uva, sisal, soja, borracha e leite.

Foto: Arquivo Grupo Cultivar


Guilherme Araújo
Mapa


Fonte: http://www.grupocultivar.com.br/site/content/noticias/?q=20393#20393

terça-feira, 14 de junho de 2011

Governador do RS em exercício participa de reunião que estuda usos alternativos do arroz

Convidados pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, reuniram-se no Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), representantes da Secretaria da Fazenda, UFRGS, Federarroz, Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), Cooperativa dos Suinocultores de Encantado (Cosuel), Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do Estado do Rio Grande do Sul (Sips), Vinema Multioleos Vegetais de Camaquã e outras entidades que debateram os usos alternativos do arroz. O encontro ocorreu na manhã desta sexta-feira (10), na sede do Irga, em Porto Alegre. Também participaram da reunião o governador em exercício, Beto Grill, e o presidente do Irga, Claudio Pereira.

Segundo o secretário da Secretaria da Agricultura em exercício, Claudio Fioreze, a partir da reativação da Câmara Setorial do Arroz pelo governo Tarso Genro, foi formado o grupo de trabalho que trata dos usos alternativos do arroz. Com esse enfoque, foi discutido o uso do arroz para ração de aves e suínos, bem como a obtenção de etanol e glicose.

A partir desse encontro ficou acertada a formação de um grupo de trabalho para fazer uma análise de custos, tributação e viabilidade econômica, além de buscar mecanismos de comercialização junto ao Governo Federal visando possibilitar o uso do arroz armazenado de safras passadas.

De acordo com o presidente da autarquia, Claudio Pereira, o Irga quer contribuir nesse processo no sentido de implementar políticas públicas para trazer viabilidade econômica e sustentabilidade de preços. "Hoje o mercado enfrenta falta de milho e excesso de arroz. Se utilizarmos o arroz para a alimentação animal teremos onde colocar toda a produção e até aumentá-la", afirma o presidente do Irga.

O governador em exercício, Beto Grill, acompanhou o encontro e disse que está muito otimista com esta nova alternativa aos produtores de arroz. Grill afirmou que é preciso tornar o Rio Grande do Sul cada vez maior, estimulando e fomentando o desenvolvimento. "Nós estamos executando um programa de desenvolvimento no fortalecimento da nossa base produtiva e buscando relações entre as cadeias produtivas", disse.


Viviane Mariot
Assessoria de Comunicação e Marketing/Instituto Rio Grandense do Arroz


Fonte: http://www.grupocultivar.com.br/site/content/noticias/?q=20326#20326

Corte gera alerta no Irga

Conselheiros falam em desmonte, enquanto direção garante que serviços não serão prejudicados

Produtores cogitam suspensão da CDO por dois anos<br /><b>Crédito: </b> LUIS GONÇALVES / CP MEMÓRIA
Produtores cogitam suspensão da CDO por dois anos

No ano em que atravessam uma crise de preços sem precedentes, os arrozeiros gaúchos também enfrentam a redução da verba repassada pelo governo estadual à principal entidade de defesa dos interesses técnicos e políticos do setor, o Irga. Nos primeiros cinco meses deste ano, o instituto deixou de receber R$ 9,1 milhões. Dos 22,6 milhões arrecadados com a Taxa de Cooperação e Defesa da Orizicultura (CDO) - R$ 0,40 por saca de 50 kg -, apenas R$ 13,5 milhões chegaram aos cofres da autarquia.

O montante se aproxima do total retido no caixa único estadual em 2010: R$ 12 milhões. A apropriação gera polêmica no Conselho Deliberativo, que já avalia uma forma legal para não pagar a tarifa criada justamente para sustentar o Irga. Desde a criação do Sistema Integrado de Administração de Caixa do Estado (Siac), em 1991, cerca de R$ 66 milhões foram contingenciados. Além disso, fator agravante, as diretorias administrativa, comercial e técnica seguem vagas. A Justiça determinou há mais de 60 dias o retorno dos titulares, exonerados em janeiro. De acordo com a Procuradoria-Geral do Estado, o retorno ainda não aconteceu porque a decisão do Tribunal de Justiça não foi oficiada.

A dificuldade financeira estadual é a justificativa do presidente do Irga, Claudio Pereira, para a redução de verba disponível. Contudo, ele garante que as áreas de pesquisa e assistência técnica não serão e nem estão sendo afetadas. "Vamos cortar gastos supérfluos." Ele acrescentou ainda que os cortes devem penalizar investimentos. Em análise na Secretaria da Fazenda (Sefaz), o plano de cargos e salários também não deve sair do papel em 2011. Na sexta-feira, há reunião com o secretário da Sefaz, Odir Tonollier, para obter informações sobre o próximo semestre. Pereira não acredita que o orçamento de R$ 56 milhões previsto para 2011 seja executado.

Conselheiros estão indignados e sustentam que há corte no custeio de atividades diárias. "Se o governo tirou poderes do Conselho, nada mais justo que ele sustente o Irga", diz Walter Arns, de Uruguaiana, referindo-se à reestruturação em curso. Para Ivo Lessa, a redução de verba é sinônimo de desmonte. "O Irga tem recebido recurso só para pagar a folha de pagamento. No momento que reduz repasse, desmonta a estrutura."

Fonte: http://www.correiodopovo.com.br/Impresso/?Ano=116&Numero=257&Caderno=0&Noticia=304746

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Ministério revisa norma para certificação de armazéns

Instrução atualiza a legislação e incentiva obtenção do selo de conformidade

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento aprovou os novos requisitos técnicos obrigatórios ou recomendados para certificação de unidades armazenadoras em ambiente natural. Também foi aprovado o regulamento de avaliação da conformidade das unidades armazenadoras.

A Instrução Normativa nº 29, publicada no Diário Oficial da União da quinta-feira, 9 de junho, consolida todas as normas e procedimentos a serem adotados na implantação do Sistema Nacional de Certificação de Unidades Armazenadoras (SNCUA).

Os itens foram atualizados em conformidade com a IN nº 41, de 14 de dezembro de 2010, que prorrogou os prazos para as empresas adequarem as suas estruturas às regras do sistema nacional. Além disso, previa a revisão dos requisitos técnicos a serem cumpridos no processo de certificação.
O escalonamento determinado pelo Ministério da Agricultura na IN nº 41, que compreende o período de 2012 a 2017 e estabelece percentuais de implantação em seis etapas (sendo 15% das unidades nas cinco primeiras e 25% na sexta etapa), segue mantido.

O coordenador de Serviços de Infraestrutura, Logística e Aviação Agrícola do Ministério da Agricultura, Carlos Alberto Nunes Batista, explica que as modificações ocorreram em poucos pontos e buscaram valorizar aspectos relacionados à qualificação do setor. O objetivo é aumentar a visibilidade dos produtos submetidos ao processo de armazenagem, com agregação de valor e competitividade frente aos mercados internos e externos.

“Flexibilizamos alguns requisitos, com o propósito de atender a um maior número de situações, e desobstruímos alguns gargalos para diminuir o custo das empresas na obtenção da certificação”, afirma.

Saiba mais

O Sistema Nacional de Certificação de Unidades Armazenadoras é coordenado pelo Ministério da Agricultura, com regras e procedimentos de gestão para qualificação de armazéns para a guarda e conservação de produtos agropecuários dentro de padrões internacionalmente reconhecidos.
A certificação busca o fortalecimento da relação do setor armazenador com o setor produtivo e a sociedade, a redução das perdas que ocorrem durante o processo de armazenamento e o aumento da credibilidade do setor frente aos mercados externos.

O Organismo de Certificação de Produto (OCP) é acreditado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), responsável pelo controle e acompanhamento da concessão da licença e uso da identificação da certificação.

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Fonte: http://www.agrolink.com.br/noticias/ClippingDetalhe.aspx?CodNoticia=157516

terça-feira, 7 de junho de 2011

SOJA/CEPEA: Embarques brasileiros em ritmo acelerado

Enquanto as atenções de agentes se voltam para o avanço do cultivo da safra norte-americana, os embarques brasileiros, tanto do grão quanto de derivados, seguem em ritmo acelerado. Agentes mantêm a expectativa de que a demanda mundial para a safra 2011/12 cresça ainda mais, elevando a necessidade de importação de soja e derivados pela União Européia, que tem enfrentado problemas com seca nas últimas semanas. Em maio, os embarques brasileiros de soja e derivados subiram expressivamente, após registrarem quantidades abaixo da média nos primeiros meses do ano, devido ao atraso no plantio. Segundo a Secex (Secretaria de Comércio Exterior), as exportações de soja somaram 5,3 milhões de toneladas em maio, 4,2% a mais que as de abril, mas 6,9% inferiores às de maio/10. No acumulado do ano, os embarques somam 13,6 milhões de toneladas, contra o recorde de 14,5 milhões verificado nos primeiros cinco meses de 2010 – o acumulado neste ano é o segundo maior para o período. Quanto aos preços no Brasil, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa para o produto transferido no porto de Paranaguá subiu 2,24% entre 27 de maio e 3 de junho, finalizando a US$ 31,03/sc de 60 kg (em moeda nacional, o Indicador subiu 0,66% no mesmo período, finalizando em R$ 48,91/sc). Quanto à média ponderada das regiões paranaenses, refletida no Indicador CEPEA/ESALQ, a alta foi de apenas 0,09% nos últimos sete dias, fechando a R$ 46,00/sc nessa sexta-feira. (Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br )

4ª etapa de fiscalização de estoques começa esta semana

A Conab inicia esta semana a 4ª etapa de fiscalização de estoques públicos nos estados de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Santa Catarina, Ceará, Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Norte, Maranhão, Espírito Santo, Piauí e Roraima.
Durante a operação, que segue até o dia 18 de junho, a estatal irá vistoriar estoques formados por milho, trigo e produtos diversos adquiridos por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) da Agricultura Familiar, Contratos de Opção e Aquisições do Governo Federal (AGF), além de estoques estratégicos do Fome Zero e estoques próprios da Conab. Serão aproximadamente 1,7 milhão de toneladas de produtos vistoriados por um total de 33 técnicos. A próxima fiscalização está prevista para o mês de julho. (Renato Paiva/ Conab)

Fonte: http://www.conab.gov.br/imprensa-noticia.php?id=22594

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Consumo colaborativo



Trocar e compartilhar bens de consumo e não comprá-los. Essa é a ideia sustentável por trás do consumo colaborativo, fenômeno que vem crescendo em todo o mundo e que aos poucos chega ao Brasil.

A tendência do consumo colaborativo cresce em torno da teoria dos 3Rs (três erres): redução do consumo de resíduos, reutilização dos produtos e reciclagem ao final da vida útil. A transformação do bem em serviço é o que faz a proposta ser tão atraente para a expansão do pensamento de que “o que é seu, também é nosso”.

São serviços que através da internet adaptam a antiga prática do escambo à era digital com a criação de websites que oferecem a troca, aluguel, empréstimo e até doações de qualquer tipo de bem, sem equiparação de valor.

As ofertas são as mais inusitadas possíveis. Vão desde o aluguel de carros por períodos fracionados em horas, empréstimo de furadeira para uma reforma rápida ou a troca de um livro que estava encostado na estante.

Foi um movimento que ganhou força nos Estados Unidos e Europa após a crise econômica mundial de 2008 e que fez com que os consumidores desses países buscassem alternativas para economizar dinheiro e tirar alguma vantagem no reuso de produtos que já possuíam.

Nos Estados Unidos, sites como o Swap são febre entre os consumidores e suas ações costumam também ir além da rede mundial de computadores. O serviço realiza campanhas para troca de livros e uniformes em escolas infantis, incentivando desde o início as crianças a desenvolverem uma consciência de consumir menos e compartilhar mais.

Mas no Brasil isso ainda não ocorre com tanta força, pois a classe média ainda está em crescimento e, portanto, consegue comprar mais, diminuindo essa margem para o empréstimo ou troca de produtos.

Porém, a consciência ambiental dos brasileiros é considerada mais representativa do que em outras regiões e é justamente neste pensamento sustentável que sites de consumo colaborativo no Brasil apostam para um rápido crescimento desse novo mercado que poderá ajudar a reduzir o impacto da materialização desenfreada entre os cidadãos e do acúmulo de lixo e resíduos sobre o meio ambiente.

Por aqui alguns sites já começam a se destacar oferecendo diversas opções de serviços, como o aluguel fracionado de carros da Zazcar, o espaço de coworking da The Hub, o bazar virtual Enjoei e até de crowdfunding do Catarse onde é possível pedir apoio financeiro a projetos.

“É o momento de criar esse pensamento colaborativo. O consumo individual e desenfreado já é algo do século passado. Compartilhar produtos é a mais nova e melhor alternativa já criada“, afirma Gabriel Schon, criador do INIO (I Need, I Offer), sistema de trocas e consumo colaborativo para Facebook.

O INIO surgiu há pouco mais de dois meses como parte do trabalho de conclusão de curso (TCC) da faculdade de TI que Gabriel cursava. A ideia veio da vontade de adquirir uma câmera fotográfica para realizar um projeto. Mas ao perceber o alto preço que teria de pagar por ela, resolver criar um espaço onde os conhecidos poderiam trocar qualquer tipo de objeto.

E este é um dos motivos pelo qual optou por utilizar a plataforma do Facebook para lançar seu serviço. Segundo Schon, a rede social permite criar uma maior confiança entre os usuários, pois seria possível avaliar o perfil da mesma e manter contato por meio de um canal em comum.

Atualmente já existem mais de 1.100 pessoas cadastradas no serviço, e que trocam ou emprestam os mais variados produtos como livros, jogos de videogame e mesmo CDs. Na opinião de Schon, essa cultura colaborativa pode diminuir até a pirataria de produtos.

“Aqui temos a cultura do descuido com coisas emprestadas - não é meu, não vou cuidar muito. Com esse tipo de serviço pretendo ajudar a desenvolver um respeito mútuo entre os usuários. A cada remessa de registro converso com cada novo integrante, recebo sugestões, e venho tendo um retorno bastante positivo”, aposta Schon.

As diferenças culturais e a desconfiança natural do brasileiro podem explicar os motivos de tais serviços ainda não serem tão reconhecidos pelos consumidores. Mas há aqueles que acreditam numa rápida adaptação e que há algum tempo já tiram proveito, inclusive profissionalmente, do consumo compartilhado.

A artesã Elza Dupré teve seu primeiro contato com este tipo de serviço em 2008, ao procurar por comunidades brasileiras no site norte-americano FreeCycle. Conseguiu obter sem nenhum custo diversos materiais como retalhos de tecidos, espelhos usados, pedaços de vidro, tudo que poderia utilizar em seus trabalhos artísticos, que são voltados ao ecologicamente correto.

Até sua bancada de trabalho foi obtida e construída através da doação de uma porta usada e de um cavalete. Em contrapartida, Dupré afirma já ter doado um violão que estava encostado a uma criança que queria aprender a tocar.

“Só há vantagens em ser sustentável! O interesse me veio pelo fato de ser um site de doações, onde o objetivo principal é a reutilização e reciclagem de objetos e utensílios. É incrível como não temos idéia de que qualquer coisa que não nos sirva ou interessa mais, pode ser útil para outra pessoa”, afirma Dupré.

Outro serviço que promete ajudar na expansão do consumo colaborativo no Brasil é o DescolaAí, que além da troca, também possibilita o aluguel de bens. O site possui um sistema que localiza o usuário mais próximo geograficamente daquele que procura o produto e os coloca em contato para acertarem os valores e prazos do aluguel.

Para aumentar a segurança, ao iniciar a negociação, o sistema gera um código para os usuários se identificarem. Quem for alugar o produto, também deverá informar os dados do cartão de crédito e somente após a devolução é que o valor será debitado da fatura. Os envolvidos também pontuam a ação um do outro, criando assim um ranking dos mais confiáveis.

“O DescolaAí nasceu quando, olhando a quantidade de lixo que estamos coletando via TerraCycle, começamos a nos perguntar como evitar a geração de resíduos. Fui atrás de projetos internacionais, mas nenhum atendia as necessidades do projeto para o Brasil. Isso porque o brasileiro é desconfiado, então o maior investimento do projeto até agora está no desenvolvimento da tecnologia aplicada, para darmos total segurança para os usuários”, diz Guilherme Brammer, presidente do TerraCycle no Brasil e criador do site DescolaAí.

Atualmente o site está em fase de pré-cadastro e já possui mais de 1200 inscritos. Segundo Brammer, o serviço será lançado ainda neste mês de junho e a expectativa é que o DescolaAí alcance 100 mil usuários até o meio de 2012.

A internet e a significativa inserção das redes sociais na sociedade estão proporcionando poderosas ferramentas de colaboração que vão além do simples fato de conectar as pessoas e permitem modificar fisicamente o mundo real com ações mais conscientes e responsáveis.

“Dar às pessoas a oportunidade de tomarem atitudes sustentáveis com relação ao consumo é outro aspecto positivo. Atitudes que refletem no dinheiro que não será gasto com a compra, no espaço que não será necessário para guardar o objeto depois do uso e no aumento do aproveitamento do tempo de vida útil do produto. A ideia tende a ganhar cada vez mais espaço”, aposta Brammer.


Fonte: http://info.abril.com.br/noticias/tecnologias-verdes/consumo-colaborativo-e-o-novo-escambo-2.0-02062011-12.shl

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Preguiça pra dar e vender

O desempenho aquém do esperado condena o profissional a, muitas vezes, permanecer naquele cargo e a ficar restrito às mesmas funções sempre

Muita gente tem, principalmente após o almoço. Não precisa dizer mais nada para que se imagine a palavra “preguiça”, ou “moleza”. Não nego que eu também tenha meus momentos de preguiça. Haja xícaras e xícaras de café pra dar conta do sono que bate. E sei bem como é. A produtividade cai e as coisas que requerem mais esforço intelectual são deixadas para depois.

preguica-350Todos têm seus momentos de preguiça e isso é, de certa forma, normal por grande parte dos profissionais. Apesar de ter uma aparência inofensiva, essa moleza pode se tornar um verdadeiro problema ao longo do tempo. Já percebi em algumas pessoas uma espécie de “progressão”, que foi quando a preguiça, que até então ficava restrita a meia hora após o almoço, tomou conta da tarde toda, e mais tarde, do dia todo. Quando alguém incorpora esse comportamento a pessoa vira uma preguiçosa, ou a famosa “corpo mole” – aquele que não faz nada, e, quando faz, deixa tudo para depois ou para a última hora.

Claro que isso não acontece da noite para o dia. É uma sucessão de repetições de comportamento e um dos principais sintomas é a procrastinação, que pode ocorrer ou por não gostar do trabalho que faz, ou da morosidade ao fazer as coisas.

O efeito, à primeira vista, pode não parecer tão grave, mas a procrastinação excessiva pode chegar facilmente ao ponto de não cumprir prazos e esquecer tarefas por conta disso. Ademais, os colegas deixam de pedir ajuda nas tarefas, pois sabem que não haverá empenho na conclusão da tarefa. A longo prazo, o prêmio é o merecido estereótipo de preguiçoso.

Mas há maneira de combater preguiça? Há sim. Terapia, alimentação adequada (com alimentos que forneçam muita energia e aumentem a disposição) e inserção de atividades físicas na rotina são as principais ações que podem deixar alguém com mais vigor. Essas alternativas, porém, resolvem aquela preguiça causada por motivos fisiológicos ou psicológicos. Há um tipo pior ainda: a ocasionada pela insatisfação profissional.

Não é à toa que, em todo lugar, bate-se na tecla do “ame o que faz e será um profissional bem sucedido e feliz consigo mesmo”. Nessa situação, a preguiça começa na cama. Quem ama o que faz, não teme levantar para ir ao trabalho. Também não tem medo da noite de domingo, nem reclama que o fim de semana foi muito curto. Quando se reluta para ir trabalhar, reclama-se de tudo (chefes, colegas, estrutura, equipamentos). É mais que um sinal de que há algo errado.

O grande problema é que, infelizmente, as pessoas não notam que esse tipo de comportamento, aos poucos, prejudica bastante elas mesmas. O desempenho aquém do esperado condena (gasto com navegações supérfluas pela internet e preguiça extrema de realizar tarefas) o profissional a, muitas vezes, permanecer naquele cargo e a ficar restrito às mesmas funções sempre. Tudo o que não se deseja. É bom lembrar que a resposta para a satisfação profissional está dentro de cada um.

Mas a preguiça pode ser usada de outra maneira, em benefício próprio. Quando se repete tarefas, a tendência é diminuir o ritmo, pois tudo é feito no “automático”. Aproveite os momentos de preguiça para circular pelo escritório, coletar ideias, usá-las a favor do próprio trabalho. Esse tipo de movimento, circulação, ou realização de atividades que não requerem muito esforço intelectual ajudam a afastar a preguiça, além de que sair da rotina faz com que a atenção e o foco seja mantida no que é feito. Com isso, a mente recebe novos estímulos e isso facilita a concepção de novas maneiras de fazer o que se faz todos os dias. Tente e comprove.

Fonte: http://www.amanha.com.br/blogs/92-vida-executiva--por-bernt-entschev/1938-preguica-pra-dar-e-vender

ARROZ/CEPEA: Anúncio de opções de compra recupera perdas do mês

Depois de acumular queda de quase 2% na parcial de maio (até dia 24), o Indicador do Arroz em Casca Cepea-Bolsa Brasileira de Mercadorias (Rio Grande do Sul, 58 grãos inteiros) voltou a se recuperar e fechou a R$ 19,24/sc nessa segunda-feira, 30. Produtores destacam que o atual preço da saca de arroz em casca está abaixo do custo de produção e também do preço mínimo estabelecido pelo governo federal – de R$ 25,80. Diante disto, fizeram protestos e reuniões ao longo do mês para que o governo implementasse instrumentos de política pública que tivessem o efeito de recuperar o preço do casca em curto prazo. Nesse contexto, o governo anunciou na semana passada a realização de leilão de Contratos de Opção para dia 2 de junho, com oferta de prêmio para a compra de 500 mil toneladas ao preço de R$ 29,00/sc para o arroz entre 57 e 59 grãos inteiros. A opção de venda deverá ser exercida até final de novembro/11. O último leilão de opção de compra pelo governo foi realizado em 31 de julho de 2009; em 2010, não houve operações desta natureza. Conforme anunciado em maio, foram liberados para Aquisição do Governo Federal (AGF) até 300 mil toneladas para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. No entanto, agentes colaboradores do Cepea alertam que parte dos armazéns credenciados já está ocupada, especialmente, com arroz da safra atual e anteriores. Além disso, o processo de credenciamento de novos armazéns é lento e o espaço do armazém fica à disposição do produto até serem adotados instrumentos de venda deste arroz – situação que limita o número de armazéns interessados em se credenciar para o programa público. Já o Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) vem sendo utilizando pelo governo federal desde o final de 2010. (Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br )

MILHO/CEPEA: Incertezas de safras e demanda mantêm preços firmes

Os preços do milho seguem firmes no mercado interno, conforme levantamentos do Cepea. A sustentação vem da demanda (doméstica e externa) e também das incertezas quanto às safras brasileira e americana. Compradores procuram reabastecer seus estoques, apesar de os setores de aves e suínos brasileiros, principais consumidores, sinalizarem dificuldade para custear a produção com os preços dos grãos nos atuais patamares. Para exportação, o ritmo é considerado bom, o que leva inclusive à expectativa de problemas logísticos decorrentes desse movimento. A baixa umidade do solo, que até poucos dias atrás era mais preocupante na região Centro-Oeste, agora é motivo de atenção também em partes das regiões Sul e Sudeste. Em relação aos preços, entre os dias 23 e 30 de maio, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas-SP; valores a prazo são convertidos para à vista pela taxa de desconto CDI) subiu 2,18%, fechando a R$ 29,51/saca de 60 kg na segunda-feira, 30. Se considerada a taxa de desconto NPR, na região de Campinas o preço médio à vista foi de R$ 29,06/sc de 60 kg nessa segunda-feira, alta de 2,29% no comparativo com a segunda-feira anterior, 23. (Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br )

MP 519 autoriza doação de arroz

Foi aprovada ontem, no Senado, no último dia de prazo, a MP 519, que autoriza a doação de 500 mil toneladas de arroz dos estoques governamentais para países vulneráveis em segurança alimentar, como os do continente africano e da América Latina. Segundo o autor da MP, deputado Luis Carlos Heinze, a medida não trará impacto imediato aos preços deprimidos do cereal no Estado, mas, somado aos leilões do governo para enxugar os estoques, poderá servir para promover alívio aos produtores.

Fonte: http://www.correiodopovo.com.br/Impresso/?Ano=116&Numero=244&Caderno=0&Noticia=299920